PERSONAGENS E FESTAS DO NOSSO FOLCLORE

Por: Renato Barbato

 

Ilustração: Nel Neto

 

O folclore brasileiro é riquíssimo, formado por lendas e mitos que procuram dar explicações a fatos misteriosos ou sobrenaturais, a fenômenos da natureza ou para passar conhecimento e alertar as pessoas sobre perigos, como também defeitos e qualidades do ser humano.

Um dos primeiros mitos tem origem indígena, é o Boi Tatá. Representado por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais. Na região nordeste é conhecido como fogo que corre.

O Curupira ou Caipora também defende a natureza. É representado por um anão de cabelos vermelhos e compridos e com os pés virados para trás, anda sobre um porco do mato.

O Boto é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes da madrugada chegar ele mergulha nas águas do rio e transforma-se no Boto.

A Iara é uma variante da Sereia. No princípio, a Iara se chamava Ipupiara, um homem-peixe que levava pescadores para o fundo do rio, onde os devorava.

A lenda da mula sem cabeça diz que uma mulher dormiu com um padre, tendo como punição transformar nesse ser numa encruzilhada, toda passagem de quinta para sexta-feira.

O saci Pererê é um menino negro de uma perna só, está sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Se alguém tomar a carapuça, tem um desejo atendido. Adora brincar e espantar cavalos.

Agora vamos falar um pouquinho sobre os festejos.

A Folia de Reis foi trazida para o Brasil pelos portugueses. Comemorada entre a véspera de Natal, 24 de dezembro e o Dia de Reis, 6 de janeiro é formada por grupos de cantadores e instrumentistas, acompanhados por uma multidão e personagens como o louco, o palhaço, o juiz e porta estandarte, saem de casa em casa pedindo esmolas em troca de orações e cantorias.

A Festa do Divino é formada por blocos de foliões e bandas de músicas, descem as ruas acompanhados de cavalhadas e devotos. É eleito um imperador do Divino e erguido um mastro com uma pomba no topo, lembrando a corte lusitana.

As festas juninas, possível herança de antigas tradições agrícolas pagãs, se instalaram primeiro no nordeste, mas rapidamente se expandiu para todas as regiões do Brasil.

A partir da década de 1930 a festa se popularizou por meio do projeto de nacionalização do Presidente Getúlio Vargas. As vestes caipiras foram incorporadas, como também o casamento matuto e a dança da quadrilha.

Nessa dança são representados o noivo, a noiva grávida, o padre, o juiz e o delegado, chamado a intervir devido ao noivo querer fugir sem se casar.

Esses são breves esclarecimentos sobre nosso folclore.

 

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